O que é GNU?

GNU é o nome de um projeto lançado em 27 de setembro de 1983 por Richard Stallman e que atualmente é mantido pela Free Software Foundation (FSF). O objetivo do projeto era criar um sistema operacional parecido com o Unix, chamado GNU, totalmente baseado em software livre.

Este sistema operacional GNU deveria ser compatível com o sistema operacional UNIX, porém não deveria utilizar-se do código fonte do UNIX. Stallman escolheu o nome GNU porque este nome, além do significado original do mamífero Gnu, é um acrônimo recursivo de: GNU is Not Unix (em português: GNU Não é Unix). 

Atualmente, o sistema operacional GNU com o Linux é conhecido como GNU/Linux, que é como o projeto solicita aos utilizadores que se refiram ao sistema completo, embora a maioria das pessoas se referem ao sistema apenas como Linux por uma questão de comodidade. 

 

 

5 curiosidades que talvez você ainda não saiba sobre o GNU

1. O Kernel do projeto GNU não deveria ser o Linux

Inicialmente o idealizador do projeto GNU (Richard Stallman), tinha somente alguns programas básicos para o que ele tinha em mente (criar um sistema operacional totalmente livre). Só que para a criação de um sistema operacional é necessária uma peça básica e fundamental: o kernel. E até então Richard Stallman não tinha um.
Surgiu então a ideia de desenvolver seu próprio kernel, o HURD, que está em desenvolvimento até hoje. Se o HURD tivesse ficado pronto duas décadas atrás, talvez o cenário que temos hoje fosse bem diferente.
O que aconteceu foi que Richard Stallman conheceu a ideia de Linus Torvalds – o criador do Linux – e então passou a utilizar o Linux como kernel do projeto GNU

2. Você sabia que é possível ter duas seções gráficas abertas?

O GNU/Linux é um sistema operacional multiusuário e por isso ele possui várias terminais, apesar de pouco utilizado hoje em dia. A maioria das distribuições possuem todos os terminais habilitados. Para testá-los basta apertar CRTL+ALT+FN onde N varia de 1 a 6 (os terminais 7 e 8 são as seções gráficas). Por padrão as maiorias das distribuições utiliza o terminal 7 como a seção gráfica, sendo assim, se você quer abrir uma nova seção gráfica você terá que usar o terminal 8.

Se você está no Ubuntu basta você clicar no botão onde tem a opção de desligar o computador e em seguida escolher a opção “sessão convidado”. Se você tiver outras contas de usuários elas irão aparecer e caso você clique nelas será aberta uma nova seção logada naquela conta.

3. O SWAP pode ser um arquivo

Quem já está acostumado a usar o GNU/Linux sabe que ao instalar qualquer distribuição é obrigatória a criação da partição de SWAP, que resumidamente terá utilidade para armazenar dados de aplicativos em execução (ou não) quando a memória RAM estiver cheia.O que talvez poucos saibam é que é possível configurar o SWAP para ser um arquivo (como ocorre no Windows) e não uma partição.  Isso não apresenta muitas vantagens, visto que o uso de uma partição como SWAP é melhor do que usar um arquivo, entretanto, em alguns casos pode ser interessante configurar o SWAP como um arquivo. Se deseja mais informações sobre os procedimentos, este artigo pode te ajudar.

4. Montando imagens ISO sem programas

Para quem vem do Windows ou quem usa Windows, o programa Daemon Tools deve soar muito familiar, ele quebra muito o galho quando queremos montar uma imagem ISO sem que para isso seja necessário gravá-la em um CD.
Existem programas para Linux que fazem a mesma coisa (na verdade eles utilizam o comando abaixo), mas não precisamos de nenhum programa, basta usarmos o comando mount com alguns parâmetros

Basta executar o comando acima especificando a imagem ISO e o diretório onde a imagem será montada, que deve ser previamente criado com o comando mkdir (ou pela interface gráfica). Posteriormente podemos acessar o conteúdo da imagem ISO acessando o diretório em que a imagem foi montada.

5. O diretório /etc/skel

Navegue até o diretório /etc/skel (DICA: digite CTRL+L no nautilus e depois digite o caminho), ele por acaso lhe parece um pouco familiar? Talvez não pareça, mas ele contêm a estrutura básica da pasta home dos usuários criados por você. Para comprovar  faça o seguinte teste: crie uma nova conta e compare a pasta home da nova conta com a /etc/skel.
Agora crie alguns diretório no /etc/skel e depois crie outra conta de usuário e compare novamente as pastas. É… acho que deu para compreender, a pasta /etc/skel funciona como um esqueleto para as pastas home dos usuários que você criar. Isso é interessante porquê você pode personalizar ou especificar como será disposta por padrão a pasta home dos usuários.